quinta-feira, 5 de junho de 2014

DDR4: tudo o que você pode esperar da nova geração de memória RAM

Nos últimos anos, publicamos uma enormidade de notícias comentando sobre o futuro das memórias RAM. Em meio a tantas novidades, muitas empresas prometeram que estavam prestes a lançar o padrão DDR4, sendo que faltava apenas um ou outro ajuste para que tais módulos chegassem de fato ao consumidor.

A verdade é que já estamos na metade de 2014 e até agora ainda estamos usando o bom e velho padrão DDR3. No fundo, isso não faz muita diferença, pois os atuais componentes para armazenamento de dados temporários são suficientes para oferecer bom desempenho para quaisquer tarefas.

Entretanto, uma vez que a indústria fez inúmeras promessas quanto a melhorias e datas, as pessoas acabaram ficando ansiosas por novidades concretas sobre o assunto. Resolvemos aproveitar que o padrão está quase chegando aos nossos computadores para reunir todas as informações importantes para você saber o que é possível esperar dos próximos módulos.

Afinal, o que muda no DDR4?

Quem está antenado nas últimas notícias sobre memórias RAM sabe que o padrão DDR3 foi explorado ao máximo, sendo que os mais recentes componentes trabalham com clocks de 2.800 MHz, explorando os limites do overclock do padrão, mas ainda garantindo estabilidade e pequenos ganhos de performance para os usuários mais avançados.

Partindo do pressuposto de que as memórias basicamente são definidas através de clocks, um consumidor pode enganosamente pensar que as primeiras memórias DDR4 serão mais "lentas" que as atuais DDR3, visto que o padrão dita que a nova versão desses componentes trabalha com frequências a partir de 1.600 MHz.

Todavia, não há qualquer comparação entre as duas, visto que o padrão DDR4 começa do ponto em que o DDR3 para e apenas evolui em todos os sentidos. As alterações começam já na parte exterior do produto. O posicionamento dos chips é diferente e os demais componentes nos módulos também ficam localizados em partes distintas.

Outra alteração substancial é a quantidade de pinos. Sabe aqueles contatos metálicos que servem para o trânsito de dados entre os chips de memória e os demais componentes do PC? No padrão DDR4, há 284 pinos para realizar a alimentação das micropeças e a comunicação. Portanto, o novo padrão tem 44 pinos a mais do que o antigo, sendo que a funcionalidade de diversos deles foi alterada.

Aliás, falando em pinos, um grande diferencial das novas memórias, como pudemos ver na Computex, é o padrão diferenciado na altura do barramento. Na parte central, os pinos são mais longos, mas gradativamente eles têm sua altura reduzida até chegar às pontas do módulo. A mudança vem para garantir a facilidade na instalação e evitar que o usuário force demais o componente no encaixe e acabe danificando o slot.

Depois de anos seguidos de muito trabalho, as memórias DDR4 foram ajustadas para trabalhar com tensões menores do que as que vemos nos módulos DDR3. Os componentes comuns (para desktops) vão trabalhar com 1,2 volt, o que representa uma redução de 0,3 volt, já que o DDR3 rodava com a tensão de 1,5 volt.

As memórias de baixa tensão também serão aprimoradas. As peças DDR4 para ultrabooks e tablets deve operar com a tensão de 1,05 volt, reduzindo novamente 0,3 volt se compararmos com o padrão DDR3L, que usava 1,35 volt.

Pinos com diferenças de altura

Pode parecer irrisório, mas essa mínima redução na tensão de operação é suficiente para aumentar significativamente o tempo de bateria em notebooks. Assim como os processadores vêm sendo otimizados para aproveitar melhor a energia, essa mudança nos módulos de memória vai garantir grandes benefícios para quem busca maior autonomia das baterias.

Voltando à questão das frequências, segundo a Micron teremos memórias com as seguintes configurações: 1.600 MHz, 1.866 MHz, 2.133 MHz, 2.400 MHz, 2.667 MHz e 3.200 MHz. Pensando apenas nos clocks, podemos arriscar o palpite de que o padrão DDR4 deve dobrar o desempenho do que vemos no DDR3, o qual trabalha com frequências que variavam de 800 a 1.600 MHz (sem contar as versões com overclock que vão até 2.800 MHz).

Quanto aos clocks, existem grandes chances de que os novos módulos possam ir além dos 3.200 MHz, considerando o histórico de overclock que vimos no padrão DDR3. A ideia de levar os componentes acima do limite proposto inicialmente é garantir justamente uma sobrevida e evitar que a indústria tenha que fazer toda uma manobra para incorporar novos componentes, ou seja, algo bom para as fabricantes e bom para o consumidor.

Outro diferencial substancial diz respeito à capacidade de armazenamento dos chips. Atualmente, temos módulos DDR3 que têm variações de densidade de 512 a 8 GB. As memórias do tipo DDR4 já virão preparadas para uma nova era na informática, a qual trabalha com módulos a partir de 2 GB e vai até 16 GB.

É preciso suporte dos demais componentes

Um dos problemas para lançar um novo padrão de memória no mercado é a necessidade de contar com processadores e placas-mãe compatíveis. De nada adianta fabricar novos módulos se os consumidores não tiverem uma unidade de processamento que possa trabalhar com essa novidade e uma placa que comporte tal novidade.

A verdade é que, diferente do DDR3, a próxima versão de memória RAM não é apenas a mesma que existe hoje com uma frequência elevada (conforme comentamos acima, há um mundo de alterações). Estamos tratando de uma mudança completa na arquitetura, portanto será necessário um processador que saiba se comunicar e aproveitar os novos recursos.

Tudo aqui é dependente do controlador de memória. Esse pequeno elemento vem instalado dentro do processador, portanto você pode presumir que não poderá rodar o padrão DDR4 na sua atual placa-mãe e com o seu chip IntelCore-i7 ou AMD FX.

Conforme as notícias mais recentes, os processadores Intel Haswell-E serão os primeiros a trazer tal suporte. Para poder usar essas novidades, você precisará de uma placa com chipset Intel X99, a qual deve sair ainda este ano.

No caso de uma máquina com processador AMD, as próximas APUs Carrizo (sucessora da Kaveri) com arquitetura Excavator também devem suportar a novidade. Ainda não está claro qual será a primeira CPU da AMD com essa capacidade. Produtos da série Carrizo, que talvez já necessitem de um novo tipo de soquete (talvez o FM3), devem ser lançados apenas em 2015.

Grandes vantagens para servidores

Se você parar pra pensar bem, a memória DDR4 talvez não traga vantagens significativas para o seu dia a dia. Os computadores vendidos atualmente já vêm com módulos do tipo DDR3, geralmente com uma quantidade de 4 GB ou mais. Máquinas gamers costumam trazer até mesmo 16 GB instalados, o que é uma brutalidade mesmo para os títulos mais pesados.

Além disso, já está mais do que comprovado que as memórias que operam acima dos 1.600 MHz não oferecem um aumento de desempenho tão significativo (mesmo os módulos mais robustos não vão dar um ganho de 50% que poderia ser esperado se compararmos apenas as frequências).

Agora pense nas vantagens (todas aquelas que apresentamos no início do texto) do DDR4 —memórias que, na teoria, possivelmente vão oferecer o dobro do desempenho em quase todas as aplicações. Vamos pegar um jogo para nosso exemplo.

Suponhamos que um determinado game que está instalado em seu computador é carregado em apenas 3 segundos. Imagine que as texturas e os elementos do jogo são exibidos sem delay (atrasos tão pequenos que não chegam a causar impacto algum).

Nesse caso, qual seria a vantagem do DDR4? Nenhuma. Ou ela seria tão pequena que não faria diferença prática para sua vida. Não estamos afirmando que isso realmente vai acontecer, mas a probabilidade de você ter ganhos estrondosos é muito ínfima. Não estamos nem considerando aqui os frames, pois os módulos com clocks mais altos garantem um ganho de apenas 1 ou 2 fps.

No entanto, há um mercado que vai se beneficiar grandiosamente dos módulos DDR4. Estamos falando dos computadores utilizados em grandes servidores. Nesses casos, o novo padrão de memória RAM só tem benefícios, os quais serão notados de diversas formas.

Vamos imaginar um grande servidor da Google que opera 24 horas por dia, 7 dias por semana e 365 dias por ano. Já imaginou quanta energia milhares de módulos DDR4 podem economizar em um ano?

Também é preciso considerar que, diferente de um computador doméstico, as aplicações em um servidor ocupam uma enormidade de espaço na memória RAM. Vamos supor que as melhores máquinas deste servidor trabalhem com 32 GB de memória. Ao usar o padrão DDR4, será possível dobrar esse valor, visto que cada módulo pode ter até 16 GB. Ou seja: mais aplicações rodando ou menos computadores funcionando.

A questão do aumento de frequência é um aspecto que pode representar melhorias nas tarefas dos servidores, visto que eles podem se beneficiar de qualquer ganho e oferecer melhor desempenho aos usuários de diversos serviços da web.

Quando estará disponível?

Bom, conforme comentamos, a memória DDR4 não pode ser simplesmente lançada sem que haja um mercado estabelecido para sua comercialização. Segundo os rumores mais recentes, os novos componentes devem aparecer no terceiro trimestre deste ano, lá por setembro.

Basicamente, enquanto a Intel não lançar o chipset X99, não há por que Samsung, G. Skill, ADATA, Crucial, Corsair e outras marcas fazerem um movimento em direção ao futuro. Moral da história: o padrão DDR4 chega ainda este ano, com muito mais desempenho e exigindo todo um novo sistema (portanto, muito dinheiro investido).

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Cuidados com a Postura - Mauricio Oppitz

O principal objetivo da ergonomia é desenvolver e aplicar técnicas de adaptação do homem ao seu trabalho e formas eficientes e seguras de o desempenhar visando a otimização do bem-estar e, consequentemente, aumento da produtividade.As linhas industriais de produção representam uma das maiores exigências de Ergonomia que se conhece. Podemos dizer que estes ambientes se bem organizados tendem ser mais sadios; se mal organizados podem ser fontes de distúrbios e lesões sobre os trabalhadores.


 

Diversas transformações ocorreram nestes novos modelos de produção com acentuada e gradativa migração dos trabalhadores para os escritórios. Estas mudanças acabaram por trazer aos trabalhadores envolvidos problemas de saúde relacionados à dor, (neste caso, os distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho).

 

Nos postos informatizados muitos músculos costumam trabalhar com o chamado "esforço estático", com produção de ácido láctico, que é um potente irritante das terminações nervosas de dor. Essa dor pode ser minimizada através da prática regular de exercícios físicos apropriados, por exemplo: Exercícios de distensionamento durante as *pausas de recuperação e pela alternância de posições.

 

* Tempo de descanso necessário para o restabelecimento de energias, o fôlego para o prosseguir saudável.

 

Vejamos algumas frases de efeito:

§ O ser humano não é filho de empilhadeira com guindaste. Esta frase mostra quanto é inapropriado usar o trabalhador para carregar peças pesadas e outras situações de grande exigência muscular.

§ Quem planta vento colhe tempestade. Assim empresas que tenham (plantam) tarefas de grande exigência física produzem (colhem) trabalhadores lesionados e um grande número de atestados médicos.

§ A ergonomia não pode vista como algo que abrigue o esmorecimento no trabalho e a recusa em se trabalhar de forma mais intensa, devendo ser considerada como uma ciência que visa atender o trabalhador em suas necessidades e não em suas vontades.

 

Fonte de consulta: Coluna Ergonomia - Revista Proteção. Edição: março/2013, Couto, Hudson de Araújo.






 

Pensando nisso o empresario Maurício Oppitz  desenvolve móveis escolares com a mais perfeita ergonomia, proporcionando aos estudantes desde o início de sua vida escolar, carteiras e cadeiras que não vão causar problemas futuros de postura, preservando assim sua saúde.

 

Fonte: Maurício B. Oppitz

terça-feira, 3 de junho de 2014

WWDC 2014: Apple apresenta os sistemas iOS 8 e OS X Yosemite

Apple reservou boas novidades para a WWDC 2014. As estrelas do anúncio foram o OS X Yosemite para Mac e o iOS 8 para o iPhone, que se aproximaram ainda mais neste ano - o que inclui design. Confira os novos recursos apresentados nesta segunda-feira (2), em São Francisco, Estados Unidos.

Veja como foi o evento da Apple minuto a minuto

WWDC (Foto: WWDC)WWDC, evento para desenvolvedores, acontece em São Francisco, Estados Unidos (Foto: Divulgação/Apple)


A introdução do evento teve foco nos softwares móveis. E, para falar deles, a Apple se valeu de um vídeo falando dos principais aplicativos do mercado e a relação de usuários com eles. InstagramPinterest,Paper e outros grandes figurões da Apple Store, além de alguns tantos menos conhecidos, estrelaram o vídeo de abertura do telão da WWDC. 

Tim Cook, o CEO da Apple, abriu o evento logo em seguida. E, como o próprio vídeo sugeria, o papo foi aplicativos - com um pequeno agradecimento aos desenvolvedores por trás deles. Hoje, a Apple conta com nove milhões de desenvolvedores registrados, trabalhando em apps para OS X e iOS. 

Yosemite é o nome do novo OS X 10.10  (Foto: Reprodução/Apple)OS X Yosemite é o nome do novo OS X 10.10, da Apple (Foto: Reprodução/Apple)




OS X Yosemite

O OS X Mavericks completou um ano, e parece que a Apple tem muito a comemorar. O sistema está instalado em 51% dos Macs e MacBooks do mundo, e Tim Cook guardou uma senhora alfinetada para a Microsoft e seu mais novo Windows. Afinal, a empresa fundada por Bill Gates, dois anos após o lançamento do Windows 8, tem uma fatia de apenas 14% de máquinas rodando o sistema. Claro que a Apple tem a vantagem de disponibilizar a atualização gratuitamente para os usuários - o que, convenhamos, ajuda e muito a acelerar sua adoção.

Apple provoca Microsoft; OS X Mavericks teve adoção mais rápida que Windows (Foto: Reprodução/Apple)Apple provoca Microsoft; OS X Mavericks teve adoção mais rápida que Windows (Foto: Reprodução/Apple)


A celebração não veio sozinha. O sucessor do Mavericks fez, sim, sua estreia durante o evento, como era de se esperar. Batizado de OS X Yosemite (10.10), ele inaugura um completo redesign no sistema, aproximando-o do que vimos no lançamento do iOS 8. Agora, o sistema da Apple para computadores tem a mesmíssima carinha flat vista nos iPhones e iPads, e é certamente mais 'clean' do que seu antecessor. Um extra interessante: embora, por padrão, o Yosemite tenha fundo branco, é possível ativar o que a Apple chamou de "dark mode", uma versão em preto do sistema.

Novo visual do OS X Yosemite muda sutilmente barras de tarefas e ícones (Foto: Reprodução/Apple)Novo visual do OS X Yosemite muda sutilmente barras de tarefas e ícones (Foto: Reprodução/Apple)


O Spotlight, o centro de buscas do OS X, também ficou mais inteligente. Ao buscar um arquivo ou um app, o usuário precisa apenas clicar na lupa, que continua localizada no canto superior direito. O que muda é a resposta do sistema: o campo de busca surge no centro da tela, no melhor estilo busca do Google. E você ainda pode buscar pessoas! Desde que, claro, elas estejam cadastradas como contatos na sua lista. Tudo coberto de flat design.

Por que o novo mac se chama Yosemite? Descubra no Fórum do TechTudo. 

O Calendar foi outro app que recebeu uma "recauchutada". Ele, agora, funciona da mesmíssima forma que o iOS - o que era bastante previsível. O Messages, mensageiro padrão do sistema, ficou mais intuitivo e, de novo, flat. O modo de usar o programa, aparentemente, não mudou muito.

O iCloud Drive, uma espécie de Google Drive assinado pela Apple, também fez uma aparição no evento, embora discreta. O app de e-mails recebeu lá suas novidades, embora não seja dos softwares mais populares.

E agora, a Apple também tem o iCloud Drive (Foto: Reprodução/Apple)E agora, a Apple também tem o iCloud Drive (Foto: Reprodução/Apple)


O Safari está "mais poderoso do que nunca", de acordo com Craig Federighi, o vice-presidente sênior de engenharia de software da Apple e figurinha fácil nos eventos da companhia. O campo de busca ganhou um extra, com uma listagem dos seus sites mais visitados, e sugestões do Spotlight no campo de endereço, com uma prévia de possíveis resultados do Google. Pesquisar, ao que parece, ficou mais rápido e fácil. Ah, e agora você pode "scrollar" lateralmente entre suas abas abertas - uma novidade ótima para os maníacos por abas.

Apple redesenha Safari para dar mais espaço para o conteúdo e 'todo o poder no topo do browser' (Foto: Reprodução/Apple)Apple redesenha Safari para dar mais espaço para o conteúdo e 'todo o poder no topo do browser' (Foto: Reprodução/Apple)



Air Drop conecta OS X e iOS 

A "conversa" entre Mac, iPhone e iPad também ficou mais simples. Agora, o Air Drop funciona entre o OS X e o iOS - finalmente! Um novo recurso de hotspot, aliás, veio com o mesmo intuito: para compartilhar sua rede via Wi-Fi, não é necessário sequer tocar no iPhone. E como se atender ligações com um tablet não fosse estranho o suficiente (alô, foblets!), a Apple adicionou a possibilidade de atender ligações com o Mac. Desde que, claro, você tenha o smartphone da empresa.

A melhor notícia até agora: o Yosemite, assim como aconteceu com o Mavericks, será gratuito para os usuários. E chega na primavera por aqui. A versão para desenvolvedores, por outro lado, já está disponível para download.

Apple e Android (Foto: Apple )OS X será gratuito para os usuários (Foto: Reprodução/Apple)


iOS 8

A apresentação do iOS 8 também começou com alfinetadas - dessa vez ao Android. Enquanto 89% dos donos de iPhone e iPad usam iOS 7, apenas 9% dos usuários de Android têm aparelhos rodando o KitKat, o sistema mais novo do Google. Tim Cook aproveitou para tocar num ponto sensível, a grande ferida do Android: segundo ele, 99% dos malwares são desenvolvidos para o sistema.

iOS 8 chega com mudanças aguardadas pelo usuários e aplicativo voltado para a saúde (Foto: Divulgação/Apple) (Foto: iOS 8 chega com mudanças aguardadas pelo usuários e aplicativo voltado para a saúde (Foto: Divulgação/Apple))iOS 8 chega com mudanças aguardadas pelo usuários e app voltado para a saúde (Foto: Divulgação/Apple)


iOS 8 é parecidíssimo com o ... iOS 7. Mas, calma: há novidades, embora a cara do sistema seja a mesma. A central de notificações, por exemplo, ficou mais inteligente. Para responder uma mensagem que pipoca na tela do aparelho, é só descer a barra de notificações e responder por ali mesmo. Rápido, fácil e indolor.

iOS 8 está mais intuitivo; cheio de pequenas novidades (Foto: Reprodução/Apple)iOS 8 está mais intuitivo; cheio de pequenas novidades (Foto: Reprodução/Apple)


O Spotlight parece mesmo ser a estrela da Apple nesta WWDC. Agora, você pode buscar por apps, notícias, restaurantes, músicas no iTunes, filmes e mais. Facilita as coisas, mas não tanto quanto o novo teclado "tunado"! Isso porque a Apple adicionou ao iOS 8 sugestões para completar suas frases enquanto digita. Bem, já vimos isso antes nas mãos da concorrência, mas é um aditivo bem-vindo para os donos de aparelhos com o sistema - especialmente porque ele chega compatível com o Português do Brasil (não, nada de Siri até agora).

Teclado mais rápido do iOS 8, o QuickType, já estará disponível em português do Brasil (Foto: Reprodução/Apple)Teclado mais rápido do iOS 8, o QuickType, já estará disponível em português do Brasil (Foto: Reprodução/Apple)



No papo teclado, aliás, boas novas. A Apple passou a permitir a instalação de teclados de terceiros, no melhor estilo Android. Ok, o teclado nativo do iOS melhorou, mas os usuários agora tem a opção de escolher entre ele e as dezenas de alternativas que muito provavelmente pipocarão nos próximos meses.

Teclado swype no iOS 8 (Foto: Reprodução/Apple)Teclado swype no iOS 8 (Foto: Reprodução/Apple)


O Messages abraçou algumas ideias de outros aplicativos. Agora, é possível mandar mensagens de áudio a partir de um botão à direita, do mesmo jeito que estamos acostumados a fazer no WhatsApp. O usuário pode ainda enviar vídeos e escolher se quer mantê-los na memória do celular ou não, o que evita o problema dos arquivos salvos automaticamente no aparelho.

Tem app novo na área: o Health Kit. "Com o Health você pode monitorar suas atividades, e gerenciar aplicativos de terceiros", garantiu Craig. A vantagem é que, com o Health Kit, você pode centralizar todas as informações e apps de saúde. 

Falando em app, há o novo Family Sharing, que foi comparado a notas coladas na geladeira. É um programa que permite compartilhar fotos, vídeos, músicas e tudo o mais que tenha sido comprado com o mesmo cartão de crédito com outros membros da família.

Apple revela Health Kit, novo recurso do iOS 8 (Foto: Reprodução/Apple)Apple revela Health Kit, novo recurso do iOS 8 (Foto: Reprodução/Apple)



A edição de imagens no iOS 8 ficou mais amigável no Photos. Com apenas dois cliques, é possível corrigir o brilho e as cores de uma foto. Bem simples de usar, como é de praxe nos produtos Apple. Não é nenhum Photoshop, mas quebra um galho. Ah, e o recurso chega também para o Mac.

A monotemática aplicativos levou a Apple a falar da Apple Store. O que há de novo? Uma aba de "explore", que permite procurar por novidades, pacotes de aplicativos que podem ser comprados de uma vez só e um serviço chamado TestFlight desenhado para que usuários testem programas em beta e enviem o resultado diretamente para os desenvolvedores com suas primeiras impressões. 

TestFlight (Foto: TestFlight)TestFlight, o sistema de teste de apps Beta da App Store (Foto: Reprodução/Apple)


Digital em apps de terceiros

Para os fãs do Touch ID no iPhone 5S, há o que comemorar. Além de desbloquear o aparelho, sua digital funciona também em apps terceiros. Isso significa que ela funcionará, por exemplo, como substituta para senhas em alguns apps. Mais fácil e seguro - mas, até agora, restrito ao iPhone 5S.  

O iOS 8 chega aos usuários nesta primavera, mas os desenvolvedores poderão colocar as mãos na versão beta do sistema hoje mesmo. O sistema será compatível com o iPhone 4S em diante.

Os aparelhos que irão receber o iOS 8 a partir do segundo semestre de 2014 (Foto: Reprodução/ Apple)Os aparelhos que irão receber o iOS 8 a partir do segundo semestre de 2014 (Foto: Reprodução/ Apple)
fonte : http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2014/06/wwdc2014-confira-os-lancamentos-e-novidades-da-apple.html

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Postura Incorreta provoca Doenças - Ergonomia - Mauricio Oppitz

Má postura nos postos de trabalho causa problemas futuros.



Acordar e sentir dor cervical, todos os dias, durante longos sete meses. A princípio, a médica Taís Soares Vaz, de 35 anos, achou não ser nada grave. "Imaginei que era um mau jeito e troquei o travesseiro." O que ela não suspeitava, e só depois descobriu, é que o início da dor coincidiu com a compra de um tablet. Ávida por leitura, a médica costumava usar o aparelho para isso antes de dormir. Esse novo hábito, somado a antigos erros, resultou em uma hérnia de disco entre as vértebras C5 e C6, além de uma retificação da coluna cervical. Taís engrossa o coro de pessoas com o chamado iPad neck, nova lesão provocada por tensionar o pescoço para baixo, comprimindo um nervo. "Usava o tablet apoiado nas pernas por muitas horas. O que deflagrou a dor foi isso", conta.



Segundo o profissional, o uso de tablets, smartphones e laptops é fato inegável da modernidade, mas é preciso observar a postura corporal e, muito importante, fazer as pausas recomendadas. Quem usa notes e netbooks, por exemplo, deve fazer paradas a cada 50 minutos. Já tablets e smartphones deveriam ser usados apenas emergencialmente, mas como isso não acontece, o ideal é que se façam pausas a cada 40 minutos. Atenção redobrada para aqueles que não resistem a um joguinho no smartphone. O que não faltam são títulos atrativos.


Para ter uma ideia, até 2016 o país deverá atingir a quarta posição no ranking mundial de comércio de smartphones, segundo a consultoria Internacional Data Corporation (IDC). Pesquisa do Google, chamada Our Mobile Planet (bit.ly/LOyNs7), apontou em maio que 14% da população brasileira tinha smartphones, sendo que 73% desses usuários acessavam a internet todos os dias. E é importante lembrar que desde 2010 a venda de notebooks superou a de desktops no Brasil.


Além do mal causado pelo uso incorreto do tablet, Taís trabalha o dia todo em frente a um PC. "Não tinha postura correta na cadeira, sentava sem encostar no apoio das costas, sobrecarregando a coluna. O monitor também ficava abaixo da minha linha de visão", explica. Para piorar, a médica ainda utilizava seu iPhone entre uma atividade e outra e passava de 10 a 12 horas trabalhando de salto alto. Hoje, ela está em sua 11ª sessão de fisioterapia, na etapa de fortalecimento e estabelecimento da coluna cervical. Além do tratamento, foi preciso fazer uma reeducação postural para evitar que no futuro as dores voltem.


Homo sentadus  Oldack Borges de Barros, presidente da Sociedade Brasileira de Reeducação Postural Global (SBRPG), explica que essas doenças por esforço repetitivo surgiram nos anos 1990 e o início do novo milênio com o advento dos notebooks. "Éramos o Homo erectus e agora somos o Homo sentadus", brinca o especialista, sobre a condição atual de sedentarismo da sociedade. Segundo ele, as primeiras doenças a aparecer – relacionadas ao uso de dispositivos móveis – foram a artrite, a artrose e a fibromialgia (dor crônica em vários pontos do corpo). Sobre a dor generalizada pelo corpo, ele alerta também para o estresse como causa.



O presidente conta que, inicialmente, a lesão por esforço repetitivo, ou LER, atinge a faixa etária dos "adultos jovens", com cerca de 40 anos. Hoje, há jovens que com 20 anos já desenvolvem o mal. "É natural que, por exemplo, uma pessoa com 23 anos que fique o dia todo no PC e passa mais de 30 minutos ininterruptos digitando tenha dores nas articulações. Basta fazer um ano dessa rotina e os sinais virão", exemplifica.



O alongamento é a principal recomendação de Barros para prevenir essas novas doenças. "Alongar especialmente os músculos flexores do braço", complementa. Além disso, ele aconselha a não usar o laptop na cama antes de dormir, porque não propicia uma boa postura e o brilho da tela alerta em excesso, causando insônia. Depois de ser acometido pelas lesões, o ideal é a fisioterapia e a reeducação postural global. Para ele, o principal perigo no uso dos dispositivos móveis é a dor musculoesquelética. "Um estudo da Universidade da Califórnia apontou que 80% da população ativa do trabalho será acometido por LER até 2014", ressalta.